19 de out de 2011

Cicatrizes que contam histórias

Sei de algumas histórias. Sei também de algumas que estão nos livros. Sei aquelas que aprendemos pela mão da nossa mãe e sei de outras mais significativas, mais descritivas, mas duradouras.
Quando nos gritam, nasce uma cicatriz. Quando nos insultam, nasce logo outra. Quando nos magoam...nascem mais de uma. Somos pois o resultado de tudo isso.
Estas cicatrizes são diferentes das outras sabem. São diferentes porque não se vêm ao olho nu. Não se pressentem, não se sentem, não se esquecem. Estas cicatrizes não podem ser eliminadas a laser, não podemos colocar lá um penso, uma remendo, nada! Tornam-nos inseguros, insuficientes, baixos.
Estas cicatrizes são então para sempre, mas não implica que as tenhamos que ter sempre presentes pois não? Não, mas implica que saibamos viver com elas. Implica que as retiremos desse poder que elas têm de nos fazerem sentir em baixo. Significa gostarmos de nós e dos outros que são bons para nós.
E os maus? Os maus perdoam-se, até certo ponto.