25 de set de 2011

Apostar em sapatos

Portugal é conhecido no mundo por muitas coisas, pelas inúmeras descobertas, pelo espírito aventureiro, pela expansão de...Bem poderia escrever um texto só sobre a história de Portugal e isso não chegaria, mas a verdade é que, nos nossos dias, é legítimo perguntar-se que é feito desse espírito e dessa vontade? Hoje vive-se mal. Sim, podemos dizê-lo, hoje vive-se mal. Porque já não são os avanços na medicina que tomam tudo como garantido, mas há uma coisa no mundo e em Portugal que se chama dinheiro.
Ora, o dinheiro, por simples que possa parecer é um motor que faz mexer tudo. E a meu ver, acho piada quando as pessoas dizem: "o dinheiro não é tudo, e quem acha que o é, deve ser materialista."
Pois...o dinheiro certamente não é tudo, mas pergunto-me que aconteceria se de repente essa pessoa ganhasse um soma qualquer de dinheiro, permaneceria com a mesma opinião?
Duvido, porque a verdade é que se não há dinheiro, não há nada. E isso não algo de novo, isso já vem do tempo dos Romanos. Pois se eu com o dinheiro posso comprar a medicina para uma doença, a higiene para limpar a casa e limpar-se, a habitação para ter um tecto, enfim, tudo quanto possível para viver uma vida "feliz", então posso dizer que sou materialista, desculpem lá.
E agora, eu vejo um país digno de ser respeitado, de ser admirado, a perder a sua soberania com uma alemã que eu cá sei, com um francês que eu cá sei e com umas instituições económicas que eu cá sei, sentados numas cadeiras altas em Bruxelas e que não querem dar o braço a torcer e esta merda está toda a rebentar, porque só mandam, só pedem mais esforço, só dizem que Portugal está mal, só isto só aquilo outro, mas o que eles não querem é perder o euro, a Europa, porque se isso acontece então estão todos lixados, porque como eles ganham à conta da dívida dos outros, meu amigo, então nem quero ver.
Está na hora de virar-se para o mar, com uma zona exclusiva que é uma das maiores da Europa, virar-se para os sapatos, fonte de exportação para mais de 100 países, virar-se para agricultura e em geral para o sector primário que deveria ser a maior fonte de riqueza para o PIB (70% do cereal que Portugal consome é importado) e sobretudo, levar a tribunal certas pessoas que agravaram Portugal e que se saem impunes depois disso.
Portugal anda nas ruas da amargura. Com as luzes baixas, com as ruas desertas, com falta de esperança "mas para este país andar, é preciso trabalhar!" e parar de se fazerem de mula de carga para os senhores controladores que estão "no centro da Europa".

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