4 de mar de 2012

A Viagem de Chihiro

Há bastante tempo, acho que foi em 2003 ou 2004, vi um filme na RTP 2 que me deixou completamente desarmado. Infelizmente não o apanhei no início, mas depois de ter visto os poucos minutos que restavam empenhei-me em procurar qual era esse filme. Pouco tempo depois, e graças à maravilhosa Internet, tropecei sem querer com esta película - parecia que o universo desejava que eu a visse, agora do início.
Tenho que vos confessar que sou um grande fã da cultura japonesa: comida, literatura, filmes, história, tudo! Tenho mantido para mim, de forma egoísta, o desejo de passar um tempo no Japão e absorver tudo quanto haja! Há muito tempo até menti-me na cabeça aprender japonês e com sucesso, durante três ou quatro semanas estive a ler tudo o que havia na net, mas rapidamente tive que apontar a minha direcção para o que era realmente importante: a escola. Contudo, não pus de lado essa hipótese e ainda, quando tenha tempo pegarei de novo nos meus apontamentos.
Bem, não separando-me do verdadeiro propósito desta publicação (quanto à cultura japonesa será para outra altura) venho falar-vos deste maravilhoso, cativante, emocionante e incrível filme de 2001 da autoria do notável realizador japonês Hayao Miyazaki (realizador de filmes com A Princesa Mononoke, O Castelo Ambulante de Howl e o seu mais recente, Ponyo À Beira Mar). Galardoado com o Oscar de melhor filme animado (sendo a primeira vez que a Academia dava um galardão semelhante) este filme retrata a estranha e empolgante aventura de Chihiro, uma menina de 13 anos, que pouco tempo depois de ter deixado a sua antiga casa para se mudar com os seus país para um subúrbio de uma cidade fictícia do nosso tempo, criada pelo próprio Miyazaki, descobre devido a um conjunto de acontecimentos uma passagem para o mundo dos espíritos. Tudo se desenrola quando os pais são transformados em porcos. Sim, tinham cometido o erro de se alimentarem da comida que era para os espíritos que frequentavam uma Casa Termal (muito ao estilo japonês) exclusiva para espíritos.
Não vos revelarei mais nada (apesar de saber que poderão ver a sinopse por aí, na Internet) apenas desejo profundamente que se dediquem a ver este filme que com certeza vos deixará como a mim me deixou: fascinados. Resta-me dizer que de animação este filme só tem mesmo o grafismo, porque a sua história revela uma identidade muito adulta e até filosófica que mexe com os nossos sentimentos de uma forma incrível.


Um filme que recomendo piamente.


Pontuação IMDb: 8.6


"Beleza, poder, mistério e principalmente, coração."

8 comentários:

Cristina Fitas disse...

Adoro, ainda por cima publicaste num momento da minha vida em que me tornei anime adicta. Já houvi falar deste filme mas ainda não o vi. estou muito curiosa.
E já agora: watashi wa kurisuti-na to iimasu.
Japão é um dos meus destinos, sem sombre de dúvidas

ass: クリスティーナ

DavidPampillo disse...

por acaso a cultura japonesa para mim é fantástico. há muito tempo que sou por ela ;)

Cristina Fitas disse...

Vamos fazer a nossa viagem de finalista ao Japão?

DavidPampillo disse...

isso era!!!! xD

DavidPampillo disse...

temos que começar a poupar ahahaha

sf. disse...

Eu vi e não gostei :/

DavidPampillo disse...

pronto Sílvia, não fizeste mais nada se não demonstrar e confirmar que existem inúmeros gostos. Eu pessoalmente achei fantástico e para alguma coisa terá sido entregue um Óscar, e por alguma razão terá a avaliação que tem.

sf. disse...

Claro, há gostos e gostos :p