14 de fev de 2012

Simplesmente Streep

Fico muito contente pela minha actriz preferida ter ganho o galardão equivalente ao Oscar: o BAFTA inglês no passado domingo (visto que a Academia de Cinema e Televisão Inglesa não tem tido muita consideração com Streep, tendo ganho o seu único e primeiro BAFTA já há trinta anos). Com isto ficou provado que os ingleses aceitaram de bom grado a grandiosa representação por parte de Streep na pele de aquela que foi uma das mulheres mais preponderantes da política do século XX.
Foi de facto incrível com ela, na perfeição em que é conhecida, conseguiu, mais uma vez e com tamanha impecabilidade fazer desaparecer o seu próprio eu e transformá-lo em alguém que por si só tem uma personalidade tão firme e ofuscante. O filme em si, "A Dama de Ferro", não teve grande avaliação por parte dos mais importantes críticos.
Em parte creio que tenha sido porque se esperava que este filme debruçasse mais a sua lente sobre o lado mais político e, embora tenha valorizado alguns dos episódios mais importantes da vida de Thatcher nesse domínio (como a sua ascensão para primeira-ministra do Reino Unido), dirigiu a sua importância para mostrar a vida de uma mulher, em idade avançada e com problemas mentais, numa de retrospecção nas suas alucinações que desencadearam invariavelmente as suas lembranças. Lembranças de tudo o que tinha alcançado.
Filme que recomendo.