22 de fev de 2012

Diferentes, mas iguais!

  

  O tema que vos trago hoje pode parecer que já foi demasiado falado, que é um cliché. E talvez seja, mas nunca é de mais trazermos-lo à tona. Porque, cliché ou não, a verdade é que este tema continua a influenciar muitas mentalidades. Deixando os rodeios, o tema é o Preconceito. 
  O tema pode até não ser, para alguns, o mais apropriado para esta rubrica, mas a meu ver é. Nem é pela questão da solidariedade, mas sim de humanitarismo. Para ser-mos humanos, temos de aceitar todos, considerarmos-nos todos iguais. Pois, não importa onde nasci, nem como nasci, nem de que cor nasci ou que gostos eu tenho, o que importa é que eu não sou menos que ninguém, nem mais. Eu sou igual a todos, e todos são iguais a mim. A única coisa que nos distingue é a nossa individualidade. 
  O meu objetivo não é falar-vos dos diferentes tipos de preconceito que existem, nem as origens deste, nem as consequências, nem como o combater. Isso tudo já vocês conhecem. Todos nós sabemos o que é o preconceito, todos nós sabemos o que é necessário fazer para acabar com ele. Mas sim mostrar-vos que quase nada (se não mesmo nada) alterou, que continua a haver preconceito, que continua a existir pessoas infelizes porque são discriminadas, mal tratadas, apenas porque nasceram com outra cor ou porque não amam o mesmo que nós. E de quem é a culpa? A culpa é daqueles cuja mentalidade é retardada, cuja mentalidade é regida pelos princípios base da sociedade. Aqueles cujo pensamento não lhes pertence, não lhes é algo auto-exigido. Porque na verdade, o nosso ser, o nosso ver, aquilo em que cremos não depende dos outros, não depende de como somos criados, depende de nós. Nós, humanidade, somos a espécie mais complexa que existe, a mais consciente, e como tal, nós temos a capacidade de escolhermos quem somos, de formar a nossa pessoa. E se eu não aceito (se eu discrimino) alguém porque esse alguém tem a pele mais escura, ou ama alguém do mesmo sexo, ou gosta de tatuar o corpo, ou simplesmente não gosta do mesmo que eu, é porque não tenho pensamento, porque apenas foi mais fácil acreditar no que me "disseram" quando pus os pés neste mundo, mais fácil do que criar o "meu ver" do mundo.
  Todos nós nascemos iguais, apenas existe a individualidade para nos distinguirmos uns dos outros. Agora, só falta, a cada um de nós, aceitarmos-nos como indivíduos iguais com características que nos distinguem. As minhas palavras podem parecer um contradição, mas é a verdade. Por isso: Aceitem-se!, Revelem-se!, não tenham vergonha do que os outros dirão, pois só assim serão verdadeiramente felizes. Não temas ser quem és!

"(...)I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track, baby
I was born this way
Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set(...)"
(Lady Gaga, Born this way)

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