15 de jan de 2012

Sonolência

Assim me encontro. Como se o que me rodeasse fosse apenas...isto. Uma espera interminável, um silêncio ensurdecedor, uma calma vazia, uma esperança pouco viva. A televisão parece um circo de criaturas mal dispostas, o computador uma caixa de música sem som, o telemóvel toca tão lentamente que me cansa só de ouvi-lo. A cama, está fria, o relógio, tão louco! Não para de dar voltas e voltas no mesmo sítio e eu peço - pára tempo! O tempo, o tempo tão sonolento, o espaço tão fechado, a vida tão...demorada...
Não posso mais, cada movimento que faço tira-me qualquer força que me reste, o meu cérebro parou e tudo o que me rodeia é um conjunto de cabos interligados uns aos outros que vão ter a um circuito de adormecimento. Estou tão torpe que me esqueço do que sou. Quem sou, que me deu, que me pôs neste estado de letargia, nesta metáfora que é a nossa vida?