28 de mai de 2011

Apelo à Consciência

Esta nossa consciência moribunda que de tanto roer no seu pequeno mundo atravessa os caminhos da nossa moralidade e cruelmente nos obriga a voltar atrás…perdoa-me consciência, razão eu sei que tinhas, mas naquele momento tudo foi um sentimento a razão não valia.



Mas essa consciência que sozinha nos desvanece, que sozinha arca com nós próprios que nos avisa e nos delata como um professor antigo e velho que de tantas as suas barbas brancas arrancam os caminhos do chão e desmoronam a nossa visão do mundo.



Consciência…sê meiga e sábia, ajuda-me naqueles momentos sombrios e desesperados, cobre-nos com o teu manto de inteligência e se calhar, alguma indulgência.



Limpa os nossos erros, mas não os faças esquecer pois eles nos ajudam a viver cada dia, oh consciência pequenina mas forte como um vulcão, desarma da tua calma uma tempestade profunda que nos arranque da monotonia. Consciência preferida, amiga e companheira avista no mar das penas os tubarões ferozes de quedas e de rasgos e de mentiras e de verdades mal ditas.



Consciência, só te imploro: sê boa, sê preocupada e não durmas na minha cabeça, preciso de ti atenta e não demorada. Consciência a ti eu apelo, acorda-me dos momentos do convencimento e da arrogância desentendida. Consciência, que estejas por nós e pela nossa causa.

5 comentários:

beatrizpereira disse...

adoro.

DavidPampillo disse...

obrigado ;)

Cristina Fitas disse...

Um belo apelo à nossa consciência. Consciência, ajuda-me a não cometer erros

DavidPampillo disse...

cristina os erros ajudam-nos a crescer ;)

Cristina Fitas disse...

disso podes ter a certeza. mas às vezes era bom não os cometer