É francamente difícil vermo-nos separados de algo com o que
nos sentimos tanto tempo ligados. Com toda a experiência vos confesso, que às
vezes é preciso quebrar esse elo, esse laço que nos une a uma pessoa, a um
espaço, a um tempo.
Curvemo-nos perante a necessidade de dizer adeus, um adeus
sem retorno. De não olharmos para trás uma e outra vez, de fecharmos a sete
chaves uma passado pesado, uma vida que passou difícil durante algum momento,
uma situação de dificuldade. Fechar bem fechado, não nos importando com o que
dizem, com o que pensam, com o que se fala. Naqueles que estiveram por perto
quando não nos atrevíamos a falar o que se passava connosco, depositar de uma
vez e sem receio, a nossa confiança pois foram esses que sem o saber, fizeram
sentir-me feliz quando estava sinceramente mal e não o demonstrava – obrigado Amigos
– com maiúscula sim!
Depois de ter atravessado algo mau, maldade, é revigorante
sair mais forte. É reconfortante dizer: eu consegui, eu permiti-me a mim mesmo
a superar esta prova que pode matar. Cruelmente saí da crueldade; firmemente saí
firme; saí inatingível dessa maldade, dessa fúria desconcertante.
Já subi essa escada perturbadora em que cada degrau parecia
fundir-se aos meus pés e descalço escorreguei, mas levantei-me. Levantamo-nos
mãe.
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