As coisas mais enredadas são as mais vãs e
Sagradas no santuário da nossa calma.
São o descontentamento do homem que luta
Dizendo sempre palavras, palavras, palavras.
Da quietude não encontra nada, e olha que ele lá
procura,
Vendo apenas uma ferida que não sara nem cura com
nada
O drama que se lhe apresenta como qual tragédia clássica
E que catástrofes enfrenta com uma coragem danada.
O herói desarmando vai lá enxotando as pedras,
coitado
Ninguém lhe pega vontade de ir pra guerra.
Olhando caído e morto no campo que enfim ali jaz
Saltam lágrimas salgadas que o homem satisfaz
Com toda a dor carregada da terra que o matou
Gritando por todo o lado palavras, palavras,
palavras.
Arre, que o homem persiste na morte ou na vida
Não desiste. Fica soturno e triste depois de estar
acabado.
Da antiga que já se foi volta a abrir a mesma
ferida
E o homem como bandido cospe o sangue vermelho e frio.
Baixando a cabeça no silêncio que se aproxima,
Vieram as últimas palavras do homem
Vieram as últimas palavras do homem
Foram desculpas, desculpas, desculpas.
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