De uma forma serena abro os olhos
Após ter percorrido uma jornada finita
Onde a espera me aguardou.
Relembro o passado que passou,
Ofuscado pelos anos vivos
Do meu nascimento até actual vivência.
Perdi a conta, já não sei somar.
Cortei um espaço do tempo que me tocava
Profundamente, afundando-me num vazio
Perpétuo, renitente, inconsolável.
Levanto-me? Não sei dizer.
Acordo e fecho os olhos tão repetidamente,
Perdi a consciência.
Sei que perdi o sono também.
Perdi a vontade nalgumas coisas,
Mas guardo a espera, na memória, do amor
Incondicional daquela que me trouxe ao mundo.
2 comentários:
Gostei. Já está quase a ser sexta-feira treze, e espero que esta data te traga muita alegria e saúde e não um mau presságio.
Obrigado cris ;)
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