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A Besta, não pára, ninguém
a pára e continua incansavelmente a comer a devorar todos quanto pode, tudo
quanto pode e fica ali, no escuro moribundo da presença humana, na última gota
de um suor nojento, na última fibra de uma carne esquecida, na última linha de
um texto perdido. A Besta é inconsolável e dá-me pena que a Besta seja tão
estúpida, tão serena, tão esbatida.
A Besta, quem será? Pergunto-me,
quem é? Quem sobreviveu à sua ânsia de vida, quem percorreu o seu estômago e
voltou? Quem disparou um dardo tão profundo que a esventrou? Quem a escavou ao
seu mais profundo? Quem a descobriu?
A Besta a pouco e pouco, nos envenena.
4 comentários:
envenena até nos consumir por inteiro
é verdade cristina :/
Muito bom Pampillo!!
obrigado jp ;):b
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