O egoísmo senhores, aproveita-se.
A calma, gasta-se.
O mal ultrapassa-se e a dor congela-se.
O rancor, dói - é verdade -
Mas compensa a boa vontade
Com certeza, e até a liberdade
Se torna a sua própria presa.
Deste modo, a impetuosidade
A mentira, sensibilidade
E tudo o mais, reservam-se
Para eventualidades e momentos especiais.
A obscenidade, é polémica.
A demência, sentimental
E algo público talvez
Pois o louco, tudo já fez.
A grandiosidade, eleva-nos.
O poderio, consume.
Mas é uma questão de nervos
E das maldades do costume.
Em suma:
Que a verdade nunca perdura
Que o que fica é a intenção
Daqueles que a procuram
Por razão ou por brandura.
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