é todo o mundo:
outra parte é ninguém,
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte extranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
In Introdução..., Manual de Filosofia 10º ano
5 comentários:
Gostei :)
Ainda não tinha reparado na introdução do manual de filosofia xp
Não, Natália, este poema está na Unidade da Estética, no livro de Filosofia: "Introdução..."
percebes? ;)
Ah, sim. Mesmo assim não sabia :)
Gostei, temos bons poemas no livro, pena não nos dar interesse de os ir ver
ahahahaha se calhar...
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