31 de out. de 2011

Imagem do dia #12

Poll: Desfazer a União Europeia?


Será que a União Europeia já fez o suficiente por cada um dos seus membros? Será que a União Europeia segue sempre os seus princípios? Será que a União Europeia estagna as capacidades de cada uma das nações com as suas muitas instituições? Será que a União Europeia, de certa forma, impede o desenvolvimento? Será que se trata  nada realidade de uma Desunião Europeia?

Questões como estas são frequentes na conjuntura em que vivemos. E, como temos vindo a ouvir, será que desfazer a União Europeia não poderá ser a solução mais viável para os problemas com os quais cada país se debate?

Contamos com a vossa opinião! ;)

Poema

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são 
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).

           Álvaro de Campos 

Pensamento do dia

"Crescer não é evoluir, crescer é ficar maior. Evoluir é ficar melhor."
Autor desconhecido

30 de out. de 2011

Poema do Futuro - António Gedeão

Eis aqui o poema que a nossa colega Mariana apresentou na cerimónia de Entrega dos Diplomas realizada na ESB.
Um poema maravilhoso só melhorado pela óptima prestação da pessoa que o declamou.

Poema do Futuro

Conscientemente escrevo e, consciente,
medito o meu destino.

No declive do tempo os anos correm,
deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exumado
da vala do poema.

Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.
Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a Terra.
António Gedeão

Imagem do dia #11


Nós somos o que fazemos.
O que não se faz, não existe.  
Portanto, só existimos nos dias que fazemos.  
Nos dias em que não fazemos, apenas duramos

Padre António Vieira 

27 de out. de 2011

Numa de Estatísticas

Muitos elementos desde blog perguntam frequentemente de que países são os nossos visitantes, quantos visitantes temos por dia, e por aí adiante. Então deixo-vos um presente, um presente para todos nós:



26 de out. de 2011

A funcionária mais rápida do mundo

Toda a gente deve conhecer o site tá bonito, aí encontram-se videos muito divertidos e impressionantes.
Desta vez postaram um vídeo da empregada mais rápida ao mundo.
Esta sim devia ser promovida a empregada do mês


24 de out. de 2011

Ego


O teu ego e tu são incompreensíveis. A dureza com que ele te arranca da realidade é um desafio constante que não escapa à nossa vivência conjunta e com os outros . Tu com os outros. A força do teu ego é implacável porque o teu verdadeiro “eu” nunca vem ao de cima. O teu ego vai em contra a minha vida destroçando-a, mutilando-a ao vazio.
O teu ego é frio, escuro e solitário. Solitário ao ponto de dizer que não quando é necessário dizer que sim, solitário ao ponto de esquecer promessas e alagar-me de tristeza nas situações em que me encontro mais fraco. O teu ego perde-se nele mesmo de tanto que invade os sentimentos.
Uma réstia do teu ego paira no ar assim como uma pena, que flutua, flutua, flutua deliberadamente até tocar o chão: nessa altura e mesmo nessa altura, o teu ego não se rebaixa, não pede desculpas permanece contido na tua pessoa até ao fim, até ao término da tua presença.
E aqui sozinho e impávido me encontro a olhar para um espelho que o teu reflexo guarda, a dizer palavras assumidas por consciência, a mentir sobre os traços da tua aparência para que mais ninguém te conheça nem te critique. Fico aqui até ao fim. Fico com alguma indiferença a pensar naquilo que poderíamos ter sido.
Fico aqui, aguardando com impaciência o renascer de tudo o que te completa, o renascer da tua existência.