Porque o Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre, porque é o conjunto de circunstâncias em que se produzem mensagens, este blogue foi criado no âmbito da disciplina de Português com o objectivo de, neste ConTexto, cada um poder partilhar um pouco de si.
26 de jun. de 2012
Azurara Beach Party
A Azurara Beach Party irá realizar-se dia 25 de Agosto na praia da Azurara, em Vila do Conde.
As primeiras confirmações para esta beach party foram 2 Many Dj's e Steve Aoki.
Segundo algumas informações, o bilhete custa 17 euros e está à venta nos locais habituais.
"Nós acreditamos, porque juntos somos Portugal!"
Amanha estaremos todos a torcer pela nossa selecção!
As estrelas vão voltar a espalhar magia ;)
24 de jun. de 2012
O que os velhos têm para dizer
Eles podem parecer escuros, enrugados, pálidos há muito esquecidos, sedentos de uma qualquer vida que lhes fugiu...eles podem de facto, parecer isso tudo e muito pior mas ninguém lhes vê, por muito que se esforce, uma vontade meio escondida, meio à espreita que se desenrola com um carinho, com um passo de dança, uma abraço, uma companhia, um bom dia. Ninguém lhes vê uma sombra que ainda anda a pairar, reminiscente a uma vida de sacrifício, dor quiçá.
Dói-me saber como algumas pessoas os tratam, como se fossem um pedaço de carvão que ardeu o que tinha arder, uma memória, uma recordação antiga do que outrora foram...Eles que deram tanto, que tinham tanto para dar, que têm tanto para dizer! Agora vemo-los no umbral das portas, nas varandas decadentes das cidades mais concorridas, nas casas de pedra dos campos mais esquecidos. Vemo-los a regar as plantas, a cuidar dos animais como se fossem seus filhos, porque esses, esses há muito que os deixaram para o infortúnio daquela etapa que se chama velhice, e pior ainda, solidão.
Ninguém lhes sabe as dores que realmente sentiram, as dores que sentem. Ninguém lhes conhece os desejos, porque se calhar agora, não fazem sentido. Ninguém os chama mais pelo nome com o entusiasmo que eles uma vez souberam. Agora o país deixa-os à mercê dos tempos, ao encontrar da morte!
Mas eu ainda há pouco tive um que me disse, em tema de conversa, com uma jovialidade sobrenatural: "velho? Velhos são os trapos!!"
Dói-me saber como algumas pessoas os tratam, como se fossem um pedaço de carvão que ardeu o que tinha arder, uma memória, uma recordação antiga do que outrora foram...Eles que deram tanto, que tinham tanto para dar, que têm tanto para dizer! Agora vemo-los no umbral das portas, nas varandas decadentes das cidades mais concorridas, nas casas de pedra dos campos mais esquecidos. Vemo-los a regar as plantas, a cuidar dos animais como se fossem seus filhos, porque esses, esses há muito que os deixaram para o infortúnio daquela etapa que se chama velhice, e pior ainda, solidão.
Ninguém lhes sabe as dores que realmente sentiram, as dores que sentem. Ninguém lhes conhece os desejos, porque se calhar agora, não fazem sentido. Ninguém os chama mais pelo nome com o entusiasmo que eles uma vez souberam. Agora o país deixa-os à mercê dos tempos, ao encontrar da morte!
Mas eu ainda há pouco tive um que me disse, em tema de conversa, com uma jovialidade sobrenatural: "velho? Velhos são os trapos!!"
''Não sou uma pessoa que reze habitualmente, mas Super Homem, se você
estiver aí em cima, salve-me por favor.”
Boa sorte para todos nós e que o Super Homem esteja do nosso lado a torcer :)
Boa sorte para todos nós e que o Super Homem esteja do nosso lado a torcer :)
23 de jun. de 2012
ainda sobre os exames nacionais
Texto retirado do blogue Cogumelo às Riscas, escrito pela Inês, aluna do 12º ano do curso de Ciências e Tecnologias.
«Como já disse, saí do exame a chorar. Toda a gente me consolou, a dizer que foi igual para todos, que todos fomos prejudicados, e só ao fim de algum tempo é que consegui explicar as minhas lágrimas. Não chorei propriamente porque me correu mal, mas chorei sim de frustração, de sentimento de injustiça.
Queimei muitas pestanas, matei-me a estudar, resolvi tudo o que era exame, desde exames de 2000 a exames de 2011, li o livro de trás para a frente, escrevi folhas e folhas quadriculadas e consegui transformar o meu quarto num monte de aparas de borracha de tanto escrever e apagar, de passar tantas horas seguidas a estudar. Tudo isto porque sou uma aluna com grandes ambições, que deseja superar-se todos os dias e que queria, mais do que nunca, vingar a matemática no exame. E tinha todas as condições para isso, porque sabia a matéria toda e cada exercício que resolvia era como um exercício de 2+2. Até que as minhas ambições foram mandadas por água a baixo quando me deparei com o exame. Um exame por todos considerado difícil, puxado, "exame para 11", "exame que um aluno com média de 12 não consegue resolver". E isto porquê? Porque Portugal está em crise e o governo quer menos estudantes universitários. Então siga f**** os alunos do 12º para este ano não ingressarem tantos o ensino superior. Pois é. Mas mais uma vez, paga o justo pelo pecador. Em 2008, a U.E. quis aumentar o número de estudantes universitários e, como bem mandado que o Sr. Eng. Sócrates é, decidiu apostar nos facilitismos, para toda a gente tirar um curso e se tornarem engenheiros, tanto como ele. O problema é que desde dessa altura, criou-se um estereótipo no nosso país de que hoje em dia quem não tira um curso superior é um burro, porque hoje em dia toda a gente tira um curso. Pois é. Com média de 9,5 em algumas faculdades, qualquer burro vai para a universidade. E o problema é que os burros que entram, também saem. E são esses burros que muitas vezes passam à frente, no mercado de trabalho, àqueles que se mataram para entrar no mesmo curso, numa faculdade a sério, e se mataram para conseguirem a licenciatura. E depois claro, há maus profissionais, pois claro que há.
Pela situação do país, este ano tiveram que se tomar medidas para emendar todos os erros. Então optaram por dificultar mais ainda (sim, porque não considero o ensino secundário, principalmente o curso de ciências, assim tão fácil) a vida aos estudantes do secundário. E que tal começarem a fechar vagas nas universidades? E que tal deixarem de ser ridículos e uniformizarem as médias em todos o país (ou pelo menos impedir discrepâncias ridículas de médias entre faculdades diferentes)? É que assim, em vez de terem mil alunos a ingressar o ensino superior, só têm cem. Os cem que merecem, que se esforçam e que ambicionam realmente ir para a universidade estudar, e não aqueles que a encaram como a verdadeira vida loca.
O que me assombra os pensamentos é a injustiça de milhares de alunos do 11º e do 12º ano este ano estarem a ser altamente prejudicados e a pagar pelos erros do governo. Os exames que realizamos definem o nosso futuro. E não nos digam que é falta de estudo, porque só eu sei aquilo que estudei. E só eu sei aquilo que sabia quando fui fazer o exame. E só eu sei o quanto me sinto frustrada e com medo de não seguir o meu sonho pela burrice e má gestão dos que me são superiores! E pior ainda, tenho noção que este sentimento é partilhado pelos milhares de jovens que frequentam o ensino secundário.
No fim disto tudo, pergunto-me: Será que vale a pena o esforço, o estudo, o trabalho? E só tiro uma conclusão disto tudo: actualmente, e num futuro bem próximo de mim, sei que mais que um bom currículo, mais que uma boa média, mais que uma boa faculdade... Uma boa cunha! E isto porque Portugal é um país sem educação. A filosofia dos portugueses é a do "Eu safei-me! Safa-te também. Se não safares, também quero que te f****!". E como os portugueses, também o governo este ano mandou os alunos do secundário safarem-se... Porque eles têm que se safar da crise, independentemente das medidas que têm que tomar. E a nossa obrigação, mais que dar tudo por tudo, estudar, ambicionar e merecer uma recompensa, é safar-nos.»
21 de jun. de 2012
Rep. Checa vs Portugal às 19h45 na rtp1
Das 8 equipas apuradas para os Quartos-de Final, Portugal e a Inglaterra são as duas equipas que ainda não ganharam o Campeonato Europeu. Portugal ainda foi vice- campeão em 2004, mas a Inglaterra nem isso foi.
Vamos la Portugal acabar com essa história e vamos ser Campeões este ano.
20 de jun. de 2012
O que é que isso interessa? Não sai no exame
por Daniel Oliveira
«Num país com baixos índices de escolarização e altos níveis de iliteracia, os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames. Este "conhecidómetro" instantâneo transformou-se no alfa e no ómega do nosso sistema educativo. Pouco interessa o que realmente se aprende na escola e qual a utilidade do que se aprende para o desenvolvimento intelectual, cultural, técnico e emocional (desculpem, "emocional" não, que é "eduquês") da criança (desculpem, "criança" não, que é "piegas") e do adolescente. A escola tem apenas uma função: preparar para os examesA.
Um pai um pouco mais exigente, que tente acompanhar os estudos do seu filho, depara-se sempre com a mesma avassaladora e pragmática resposta: "pai, isso não me interessa, não sai no teste"; "mãe, não é assim que está no livro". A nossa escola promove duas coisas: a completa ausência de sentido crítico e a capacidade de memorização. Não desprezo a segunda, muitíssimo longe disso. Mas, se não me levarem a mal, não chega.
Na escola portuguesa também se despreza cada vez mais a capacidade de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, promove-se pouco o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas e dá-se muito pouco valor à expressão oral. Depois de centenas de exames, um aluno com excelentes notas pode acabar a escola sem saber desenvolver oralmente uma ideia e sem conseguir argumentar num debate. Porque o essencial da avaliação é feita através de provas escritas, sem consulta, e iguais para todos.
Compreende-se esta opção: é aquela que melhor serve o raciocínio do burocrata. E para o burocrata a exigência não se mede por o gosto por aprender (ui, o que eu fui escrever!) e pelo desenvolvimento de capacidades que são forçosamente diferentes, de pessoa para pessoa. O burocrata abomina, pela sua natureza, as variações que lhe estragam os gráficos.
Os testes e exames não servem para avaliar o que se aprendeu nas aulas e fora delas, as aulas é que servem para os alunos se prepararem para os testes e exames. E avaliados de uma forma que, com raríssimas exceções, nunca mais vão voltar a experimentar na sua vida. Nunca mais, em toda a minha vida, me tive de sentar numa secretária e despejar por escrito o que, como a esmagadora maioria dos alunos, tinha decorado uns dias antes.
O ministro Nuno Crato passa por um reformador. Porque alguém meteu na cabeça das pessoas que há uma qualquer relação entre a "escola moderna" (um movimento pedagógico considerado libertário) e as práticas e teorias em vigor nas escolas públicas e no Ministério da Educação. Na realidade, a escola sonhada por Nuno Crato é muito próxima da escola que realmente temos. Ele apenas decidiu agravar todos os seus vícios: a "examinite" aguda, o domínio absoluto do que a gíria estudantil chama de "encornanço" e o predomínio burocrático da avaliação como princípio e fim das funções do ensino. Lamentavelmente, como poderemos ver comparando o nosso sistema educativo com os melhores da Europa - o finlandês, por exemplo, que tem os melhores resultados no mundo apenas tem, que eu saiba, um exame no fim do ensino secundário -, este sistema não prepara profissionais competentes, pessoas interessadas e cidadãos conscientes. Este sistema burocrático, pensado por burocratas, apenas forma excelentes burocratas.
Nuno Crato já tinha criado os exames no final do 2º ciclo e, absoluta originalidade em toda a Europa, no final do 1º ciclo. Promete agora a introdução de mais exames nacionais, no final de cada ciclo, em mais disciplinas. Não tenho a menor dúvida que a medida é popular. Popular entre muitos pais, que podem ver as capacidades dos seus filhos traduzidas em números, sem terem de acompanhar o que eles realmente sabem. Popular entre muitos professores com menos imaginação que têm assim metas bem definidas, sem a maçada de trabalhar com a singularidade de cada aluno.
A escola, como uma fábrica de salsichas, é o sonho do ministro contabilista, do professor sem vocação e do pai sem paciência. Não vale a pena é enganar as pessoas: não se traduz em qualquer tipo de "exigência" (uma palavra com poderes mágicos, capaz de, só por ser dita, transformar a EB 2 3 de Alguidares de Baixo no Winchester College) nem em mais qualificação profissional e humana dos jovens portugueses. Os países que conseguiram dar à Escola Pública essa capacidade seguiram o caminho oposto. Aquele que Nuno Crato abomina.»
19 de jun. de 2012
Esclarecimentos sobre a alteração do estatuto da disciplina de Educação Física
«É mais uma das mudanças anunciadas para o próximo ano lectivo. No ensino secundário, a classificação na disciplina de Educação Física vai deixar de contar para o apuramento da média final dos alunos, não entrando assim em linha de conta para a nota com que se candidatam ao ensino superior, confirmou o gabinete de imprensa do Ministério da Educação e Ciência (MEC).
A notícia já tinha sido avançada pelo Correio da Manhã esta quinta-feira. Em resposta ao PÚBLICO, o MEC esclarece que há uma excepção à nova regra: os resultados de Educação Física continuarão a contar para a média final dos alunos que pretendam “prosseguir estudos nesta área”. Por outro lado, a nota nesta disciplina “é considerada para efeitos de conclusão do nível secundário de educação”. Para concluírem o secundário, os alunos têm de obter pelo menos 10 (numa escala de 0 a 20) a todas as disciplinas.»
18 de jun. de 2012
Palavra do Dia
Lhaneza: sinceridade; simplicidade; franqueza; afabilidade.
Pensamento do Dia
"Como é bom ter ao nosso lado alguém que nos ajude a procurar, num monte de palha, uma agulha que se nos tenha perdido".
16 de jun. de 2012
Nós conseguimos !!!
Domingo - 19:45h.
Portugal-Holanda- Tvi
De calculadora na mão: (Um exercício para eu estudar para o exame de Macs)
Portugal apura-se se:
-Vencer ou empatar a Holanda, E a Alemanha vencer a Dinamarca
-Se perder pela margem mínima a partir de 2-1 (3-2,4-3), E a Alemanha vencer a Dinamarca
-Para Portugal ser eliminado, terá de fazer um pior resultado que a Dinamarca
- Se os Dinamarqueses ganharem aos Alemães por uma diferença mínima de 4-3 Portugal não passa.
- Portugal vencerá o grupo se: Vencer a Holanda por 2 golos e a Dinamarca derrotar a Alemanha pela margem mínima
Guerra batida
Perdemos as pessoas nas trincheiras da vida. Seja pela distância, seja pela decadência ou seja pelo fim inevitável que é o último adeus. Perdemo-las sem dar conta por isso, com uma sagacidade tão feroz que parece ser feitiçaria ou magia. Perdemo-las por actos incompreensíveis, por palavras erróneas, por causa da nossa própria personalidade. Levantamos todas as armas quando é necessário defender o que é nosso - não temos colete anti-balas, não temos morfina para atenuar a dor, não temos uma imagem bem clara das coisas, do nosso alvo mas no meio deste campo de guerra, surje-nos uma força propriamente desconhecida fazendo-nos animais, monstros enraivecidos procurando salvaguardar o que de mais precioso temos.
Um tiro certeiro no coração é o da perda, isso sim indubitavelmente, reduz o nosso arsenal, a nossa artilharia pesada, a nossa frota ao mais mínimo e insignificante pedaço do que costumava ser uma alma. Debruçam-se em nós os nossos detractores, espetam-nos facas tão afiadas, tão vorazes que parecem querer consumir-nos até ao desgaste. Torturam-nos por palavras que dizemos, aniquilam esse reservatório ao qual recorríamos denominado de força, destroçam, desbaratam, desmembram, destroem tudo ao ínfimo pormenor.
Perdemos a vida? Encontramo-nos no campo de batalha...estamos sozinhos. Lá do céu vem um pássaro rasgando o azul com uma brancura de cal. Traz-nos uma mensagem, traz-nos paz.
Um tiro certeiro no coração é o da perda, isso sim indubitavelmente, reduz o nosso arsenal, a nossa artilharia pesada, a nossa frota ao mais mínimo e insignificante pedaço do que costumava ser uma alma. Debruçam-se em nós os nossos detractores, espetam-nos facas tão afiadas, tão vorazes que parecem querer consumir-nos até ao desgaste. Torturam-nos por palavras que dizemos, aniquilam esse reservatório ao qual recorríamos denominado de força, destroçam, desbaratam, desmembram, destroem tudo ao ínfimo pormenor.
Perdemos a vida? Encontramo-nos no campo de batalha...estamos sozinhos. Lá do céu vem um pássaro rasgando o azul com uma brancura de cal. Traz-nos uma mensagem, traz-nos paz.
15 de jun. de 2012
14 de jun. de 2012
Será?
Segundo o jornal Correio da Manhã, o Ministério da Educação e Ciência confirmou ao CM que a disciplina de Educação Física, deixará de contar para a média final e para a entrada da universidade a partir do próximo ano lectivo.
Será isto verdade?
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