Porque o Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre, porque é o conjunto de circunstâncias em que se produzem mensagens, este blogue foi criado no âmbito da disciplina de Português com o objectivo de, neste ConTexto, cada um poder partilhar um pouco de si.
13 de jun. de 2011
Pensamento do dia
Censurados- Venenosa
12 de jun. de 2011
A Mecânica do Coração
Não funciona a gás, nem a carvão nem sequer a grande pressão.11 de jun. de 2011
Frase do dia
10 de jun. de 2011
9 de jun. de 2011
8 de jun. de 2011
Uma palavra qualquer
Com as letras que se fazem esta palavra eu confio todo o meu esforço. Parto de um centro em mim que acolhe e que investiga; é um mar que de tão furioso e bravo descobre a areia da praia de uma forma tão agressiva que parece como se a arranca-se à força. E depois de um intervalo de espaço, o tempo relembra-se mais tardio e tudo o que se fez, tudo o que se disse volta a essas praias azuladas, profundas e perdidas mais além.
Fica-se com nada, fica-se com algo, e fica-se com uma história, com um passado, como um lugar desconhecido, com uma força solta pelos braços que de tão cansados cortam a respiração a cada abraço. E depois de um fogo ansioso as pessoas – indiferentes – recorrem às profundezas do submundo de tão negro, de tão escuro.
Mas porquê ao negro e ao escuro, quando há tanta luz, tanto branco? Não há resposta. As pessoas são sempre assim, contrárias a uma regra que não chega a um fim e que se constrói dos restos da nossa existência.
Com essas letras, com essa letras dessa palavra, coloca-se nos nossos corações as nossas maiores esperanças e recordações e vemos o mundo incrédulo somente por tê-lo feito, e quando mais desesperamos inverte-se a ordem de esse mundo e passa-se a acreditar.
Mas que mundo, mas que mundo. Que mundo cheio de pessoas, que mundo cheio de pessoas estranhas. Aquelas que passam pela rua, aquelas que nos acenam das suas casas, aquelas que passeiam no campo e ainda aquelas que não partilham nada.
Com as letras de que são feitas esta palavra eu já não vivo, porque depois de construída esta palavra, era melhor mantê-la esquecida. Esquece-se essa palavra e ninguém nunca a pronuncia, mas sente-se tanto cá dentro que de tanto mal quase ardia.
Essa palavra é saudade, essa palavra esquecida, essa palavra tripartida, remendada, destruída, cortada, esfolada, magoada conseguida: essa palavra tão intraduzível, essa palavra perdida.
6 de jun. de 2011
Poll
- Educação Física 32%
- Inglês 27%
- Geografia 24%
- História A 18%
- MACS 16%
- Outras 13%
- Filosofia 8%
- Espanhol, Francês e Língua Portuguesa 5%
- EMRC 2%
Agora votem no vosso estilo de música favorito, Heavy Metal:D
5 de jun. de 2011
As Direcções da Política - Em Contexto

Novo Primeiro Ministro:
Simone de Oliveira - Sol de Inverno
Sabe deus que eu quis
Contigo ser feliz
Viver ao sol do teu olhar,
Mais terno.
Morto o teu desejo
Vivo o meu desejo
Primavera em flor
Ao sol de inverno
Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém.
Beijos que te dei
Onde estão
A quem foste dar
O que é meu
Vale mais não ter coração
Do que ter e não ter, como eu.
Eu em troca de nada
Dei tudo na vida
Bandeira vencida
Rasgada no chão,
Sou a data esquecida
A coisa perdida
Que vai a leilão.
Sonhos que sonhei
Onde estão
Horas que vivi
Quem as tem
De que serve ter coração
E não ter o amor de ninguém.
Vivo de saudades, amor
A vida perdeu fulgor,
Como o sol de inverno
Não tenho calor.
Eis um bom exemplo de música, de letra e de intérprete.
4 de jun. de 2011
Na Vertigem do Dia
é todo o mundo:
outra parte é ninguém,
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte extranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Ferreira Gullar
Haverá vida para além da morte?
Na Morte não se sabe se há vida
Pois ninguém morre vivo,
Para poder contar onde foi a sua ida.
A vida é um jogo.
A morte é quando o jogo acaba,
Depois deste jogo terminar,
Ninguém sabe se outro vai começar
A vida para além da morte,
É uma boa questão!
Para a qual ainda ninguém arranjou resposta.
Se no futuro viverão.
Cada vida termina sempre numa morte,
Pois ninguém é assim tão forte,
Para ter tal sorte,
De viver, sem nunca ter o fatal corte
Gozem a vida hoje, agora e sempre.
Que vida só há uma
Não dura eternamente.
Como pensa muita gente"
Nuno Torres
3 de jun. de 2011
Pensamento do Dia
Abate Por Conveniência
Com a aproximação do verão verifica-se o agravamento de um fenómeno preocupante que pode ser encarado como uma mudança, não para melhor, da nossa sociedade.
Mas, para de tal falar,cabe fazer um curto parêntesis.
Até ao fim dos anos 80 era normal o abandono dos animais com a aproximação da época balnear. Era comum ver-se à beira das estradas os cães confusos a olhar para o vazio à procura dos seus donos que os tinham despejado do carro, no seu caminho para o Sol do Algarve.
Nos anos 90 tornou-se comum o abandono em clinicas veterinárias ( uma evolução portanto) dos animais. O alijamento era feito no seguimento de uma hospitalização ou ainda entrando subrepticiamente nas clinicas e pedindo a alguém se segurava o cão enquanto “ia estacionar o carro”.
Acabando o parêntesis cumpre seguir com o discurso original.
Com o fim da primeira década do Século XXI a aproximar-se do seu término, surgiu uma nova forma de abandono, considerada porventura mais “humana” pelos seus perpetradores. O Abate misericordioso.
Esta nova modalidade resume-se em ir a um centro de atendimento médico veterinário e solicitar o abate do seu cão ou gato tout court. Falamos de animais saudáveis que em muitos casos nunca foram observados por um médico-veterinário, nem sequer para a vacinação obrigatória por lei.
As razões ? Variam. Vão desde a pessoa que desespera porque o cão não se cala e os vizinhos queixam-se, não fazer as necessidades no local e na altura considerada devida, ao cão que rosna ao marido, ao cão estar doente e não ter dinheiro para cuidar do animal ou ainda a melhor de todas as justificações...”por não ter tempo e não achar justo abandoná-lo” (sic).
A solução? Abata-se.
O médico recusa-se dizendo que o animal está saudável ? Recorre-se à chantagem psicológica. “Se não o abate tenho de o deixar no meio da rua”.Como se esta afirmação co-responsabilizasse o clinico pelo acto indigno que o dono se propoe fazer ao animal que paciente abana a causa ao seu lado.
Este abate é moralmente mais apelativo do que o abandono puro e simples para o dono e é desgastante para o médico-veterinário que tem de explicar a sua recusa ao próprietário do animal indignado, como se quem estivesse errado fosse o clinico. A verdade é que o abate de animais não é um serviço per si. Nenhum médico-veterinário estuda, tem como objectivo ou faz com prazer abates de animais saudáveis.
Nem seria considerado justo, honesto ou aceitável uma pessoa ir com um seu familiar idoso a um médico de pessoas dizer “abata o meu pai que está velho”.
A questão primordial é que o médico-veterinário não é um carrasco dedicado a abates de animais simplesmente porque o dono do animal o deseja. A função do médico veterinário é tratar os animais doentes o melhor que puder e souber, ajudar os animais a usufruirem de uma vida mais longa e com qualidade de vida, defender a saúde pública, ter um papel activo na prevenção e controlo de zoonoses, e eutanasiar em situações limite como sejam de sofrimento constante e não aliviável ,os animais doentes.
Animais com problemas comportamentais podem ser ajudados, desde que haja vontade dos donos:Grande parte dos casos de animais que causam disturbios em casa ou que são dominantes são-nos por exclusiva responsabilidade do dono que o não sabe controlar, que tem um animal sem querer dispensar algum tempo por dia ou que o encara como um acessório e não como um ser vivo passível de sentir dor e angústia.
Deve recorrer em tempo útil ao médico-veterinário que o pode ajudar e inclusivé se necessário indicar um processo de treino ou de reeducação e apoio terapêutico em casos mais graves.
Lamentávelmente vemos as pessoas recorrerem a vizinhos, amigos, automedicação, ou seja, a quem não sabe nem pode solucionar e muitas vezes contribui para agravar o caso até o tornar irresolúvel. E é só então que decide recorrer a quem deveria ter apelado primeiro, mas para uma tarefa indigna. Não se resolveu. Abata-se.
Não é para isso que existe a profissão de médico-veterinário, nem existe imperativo legal que force ao abate por capricho de animais saudáveis.
Esse serviço, de abate por conveniência de animais saudáveis, não existe na nossa lista de serviços, e continuará a não existir.
(Fontes: www.animaisbarcelos.blogspot.com)
1 de jun. de 2011
Dia Mundial da Criança
Artigo 19º (da convenção, assinada em 1989)
- Ninguém deve exercer sobre a criança qualquer espécie de maus tratos. Os adultos devem protegê-la contra abusos, violência e negligência. Mesmo os próprios pais não têm o direito de a maltratar.
(...) e está tudo dito.


