Porque o Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre, porque é o conjunto de circunstâncias em que se produzem mensagens, este blogue foi criado no âmbito da disciplina de Português com o objectivo de, neste ConTexto, cada um poder partilhar um pouco de si.
19 de fev. de 2011
17 de fev. de 2011
O Mundo É Um Palco

"...A cena que fecha
Esta estranha e acidentada história
É a segunda infância e total oblívio,
Sem dentes, sem olhos, sem gosto, sem nada."
William Shakespeare
O mundo é um palco e nós somos actores, temos um guião e vários encenadores. Vivemos dramas, comédias e até tragicomédias e deambulamos no nosso cenário cheio de adereços. Interagimos com outros actores e figurantes, somos preparados, maquilhados, vestimo-nos para entrar em cena.
Este mundo, este palco que pisamos teima em nos levar às nossas deixas e as vezes ficamos com uma branca e precisamos de um ponto, mas, ele não está lá. Por sorte ,ou por azar, a nossa branca passa e o nosso papel se desenrola então acabámos bem e recebemos ovações em pé contudo as vezes o público não se interessa e o nosso currículo de interpretação não vale para nada.
A cortina fecha-se sempre, e nos retirámo-nos, acabou a nossa actuação.
O mundo é um palco mas as vezes os actores contratados não desempenham as suas funções acertadamente, enganam-se e repetem-se, sistematicamente.O mundo é um palco e nós todos, todos, somos os protagonistas. :)
15 de fev. de 2011
M.,
Começo por dizer que isto, não é apenas só mais uma carta de amor, é a ultima que irás receber de mim.
Tenho que te dizer que toda a tua falta de atenção, toda a tua falta de carinho e todo o amor que adiavas para “mais logo”, resultou. Aqui tens a minha desistência, de ti e de nós se um dia o fomos.
Devo-te dizer que a minha frieza enquanto te digo isto se deve ao facto de gostar mais de mim do que de ti. Não consigo mais revirar as noites, os dias, só por não te poder ver, falar ou tocar, não consigo lutar, perdi toda a capacidade que tinha para continuar a sofrer, por isso agora é indiferente, e eu sei que isso também não consegues suportar mais.
Sei que em breve me irei apaixonar, sei que tenho uma vida por viver, sei que tenho o mundo todo a minha espera, mas só gostava de te ter a ti e aos teus abraços depois de um longo dia, os teus beijos ao acordar e o teu olhar que era apenas meu. Mas nós perdemos essa magia, perdemos a magia do nosso amor, perdemos as longas caminhadas a chuva, e como eu amava a chuva, só pelo simples facto de que quando ela aparecia, tu aparecias também.
O rancor que sentia por ti desapareceu tão repentino como tudo o resto, finalmente percebi que és demasiado fraco para mim, ou talvez eu seja demasiado determinada para ti e apesar dos opostos se atraírem, acredito que atracção não basta, eu procuro amor.
Espero sinceramente que sejas feliz e que dês a outra pessoa aquilo que me deste a mim, eu sei que ainda tens muito para dar e irás dá-lo mais facilmente do que eu. A tua ingenuidade é a coisa que mais amo em ti, porque mesmo (eu) não acreditando no amor, tu fizeste com que ele fosse a minha busca diária e contigo encontrei. Acredito que tínhamos muitos defeitos, sendo quase todos da minha parte, mas tu não te importavas, julgavas tudo uma virtude, e assim, sem percebermos, ficávamos completos. Agora sou incompleta, mas acredito que seja no bom sentido, preciso de encontrar o meu mundo, no qual sou dona, juiz e segurança e deste meu mundo te expulso e renego, mas não penses que te esquecerei, porque sei bem que sempre que passares, eu vou relembrar a nossa história e vou conta-la vezes e vezes sem conta, mas por agora não. Peço-te que não me procures, nem sequer me respondas a tudo isto, não precisamos mais de revirar uma questão já revirada.
Por último, digo-te que és e serás o homem da minha vida e quem melhor me conhece e acredito que serás sempre, o amor da minha vida.
Com amor,
Rita Pimenta
Ana Rita Lopes Pimenta 10h
Ela...

Carta
D.,
Sinto o coração esmagado, pequenino, como se já pouco dele restasse.
Estou cansada, não aguento o meu próprio peso, não levanto os pés, ando a passo de caracol, tenho os olhos praticamente fechados, e a forma da boca é a daqueles bonecos que desenhamos quando somos pequenos, bem triste.
Toda eu me sinto um boneco, quieta, muda, sem pensamentos.
Falam para mim e eu comporto-me exactamente como um , não respondo, porque realmente não ouço o que me dizem, todo o dia foi assim, fui abanada para que ficasse atenta , ouvir, e muito lentamente responder .
Pouco a pouco foram desistindo de falar para mim , realmente não adiantava , não valia a pena , e eu preferia assim .
Só pensava em duas coisas, eu e tu, mais precisamente numa só coisa, nós . Via tudo até aquele momento, o dia em que estive contigo pela primeira vez, contei todos os passos, relembrei todos os momentos e no meio de tanta gente , sentia-me completamente só .
Cada mensagem tua eram picadas no corpo, tinha medo, respirava bem fundo antes de as ler, no fundo eu só queria uma explicação para isto tudo porque eu não me via, não me vejo a ficar sem o ar que respiro .
Todo o dia me senti a deslizar, o meu chão, o meu porto seguro estava a desfazer-se.
Eu só queria ir a correr ter contigo, agarrar-te nas mãos e levar-te para bem longe, olhar-te nos olhos, e mesmo que as lágrimas não parassem de cair eu dizia que te amava, e depois ficávamos ali os dois, para sempre. Queria parar o tempo só para nós .
Sinto que sem ti não dá, que preciso de ti em tudo, a todo o momento, e hoje tive a certeza que só faz sentido se tu estiveres comigo. Não é exagero, não é de uma criança que não sabe o que diz, é um sentimento.
Vem, fica, vamos fazer um mundo só nosso.
Carta de Amor
14 de fev. de 2011
Carta de amor.
é uma carta de amor
Isabel Juncal Pires
Rua Cândido dos Reis
Barcelos
a minha carta de amor (também ridícula)
(o excerto foi retirado do blog "as memórias nunca são demais", aconselho a sua leitura !)
12 de fev. de 2011
Particípio Passado
8 de fev. de 2011
Sem Título
Não sei se tal afirmação é verdadeira mas, mesmo assim, decidi tentar.
Hoje começou um dia como qualquer outro, talvez com algumas coisas que nos façam pensar e outras que nem sequer perdemos tempo a pôr-lhes um pouco do nosso pensamento, mas logo, quando a tarde foi caindo e o dia foi ficando mais fechado, pareceu-me tão negra como o próprio obscuro e fiquei mal, recebi uma notícia que no imediato instante me paralisou, essa notícia escuso partilhá-la.
Depois disso a vida torna-se miserável, torna-se nojo, como é que pode ir embora alguém, uma pessoa, à qual sentimos tanto apreço e estima? Como pode acabar de um momento para outro aquilo que mais queremos? É justo? Não! Não o é! Mas conformamo-nos.
Contudo durante toda a nossa vida vivemos assim, conformados e impotentes. Vale a pena dizer que a vida é injusta, ou melhor, nada na vida é justo, não lhe deitemos culpas à Vida.
Depois de escrever isto, não posso negar que me sinto um pouco melhor mas nada se compara à perda volátil da vida. Obrigado.
5 de fev. de 2011
De tão grande Império, a tão grande Vitupério*

4 de fev. de 2011
Desafio poético...
3 de fev. de 2011
Mar
Aquele que banha as praias
De norte a sul do país
É um homem antigo e velho
Que não se ocupa de ti.
É ser branco e areia fina.
Águas cristalinas
Praias muito serenas
Ondas e grandes marés.
Chuvas permanentes,
Águas incandescentes
A força das correntes
Que puxa as pegadas e os pés.
DavidPampillo
Lágrima de Preta - António Gedeão
Encontrei uma pretaque estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
1 de fev. de 2011
O Génio da Internet
Este é o site para se divertirem a ver se o Génio consegue adivinhar em quem estás a pensar.
Atenção, ele quase sempre acerta.
Divirtam-se
Já estou Lyoncificada
( Fantástica, acho que é para nos dar graxa)
Hoje em dia já não se dá nomes como antigamente.



