Cada dia fico mais incrédulo com a necessidade de certas pessoas se acharem melhores que outros pelo simples facto de se encontrarem num grupo, muito denominado, os "populares". Já todos tivemos estes grupinhos a coexistirem connosco, simples mortais, certo?
Todos eles se acham de uma graça que me ofende sinceramente. Fazem e agem como se fossem intocáveis, desprendem olhares como se se encontrassem em cima de altares e para mais, acho que muitas vezes, gostariam de uma ou outra reverência da nossa parte. Quão insignificantes fizeram sentir as pessoas? Com aquelas conversas que só eles sabiam porque só eles tinham visto; com aqueles comentários cínicos, com aqueles olhares altivos...senhores, que vão fazer vocês com toda essa bagagem quando tiverem quarenta anos? Vão continuar a ser "os populares" ou simplesmente a beleza que tinham na cara já não chega para cobrir todas as estradas do mundo por onde passam com grandiosas marcas da vossa presença?
Confesso, não minto, que já tive vontade de pertencer a um desses grupos. Hoje, dou comigo a rir de pensar sequer nessa hipótese...no que me teria tornado...desdenhar cada um, desfazer cada vontade e deslizar para um esfera de influências que de longe, agora poderia suportar.
Acho imensa piada como se pode fazer uma análise perfeita a essa vida da gente que pensa possuir o rei na barriga, o sol na mão...No entanto, apercebo-me também que hoje em dia são cada vez mais inteligentes esses "populares". Antigamente era só mesmo ignorantes, hoje continuam a ser ignorantes mas com uma inteligência escorregadia com a necessidade frívola e fútil de quererem atingir algo para além dos outros.
Obrigado ao Universo por me fazer diferente deles. Ninguém precisa de se achar superior, ninguém precisa de ter o ego mais elevado, ninguém é perfeito. Cada um tem dentro de si um chama capaz de se fazer valer pelo que, intrinsecamente, é.